quinta-feira, 3 de março de 2011

Já posso voltar? Pronto, voltei!

No mundo sempre existirão pessoas que vão te amar pelo que você é, e outras, que vão te odiar pelo mesmo motivo”.

(Ediane Wunderlich)




Passei um período afastada do blog. Isso me faz falta!

Os resultados são alguns rascunhos de pensamentos e projetos de textos guardados em cadernos e desktops por aí.

Às vezes é preciso dar um tempo para deixar morrer de fome aquelas pessoas que apenas desejam se alimentar de intrigas, inveja e ausência de amor, principalmente o próprio.

E não é que depois de algumas verdades escancaradas eu parei de receber insultos?! Coincidência baby? Ou será que o autor (ou autora) ficou com medo do resultado que poderia sofrer com as suas próprias afirmações ou sugestões? Balela querido! Cão que muito late não morde! Por isso alguns vira-latas apanham tanto! Especialmente da vida! (E têm outros ainda que vão levar uma surra quando forem pegos pela carrocinha!)

Mas muitas coisas boas aconteceram nesse período de “afastamento virtual” (nem tanto assim, continuo firme e forte nas redes sociais).

Então hoje, que marca uma nova etapa muito especial em minha vida profissional e quase véspera de uma das festas que mais gosto no Brasil, resolvi voltar! Não há anônimo que me segure, pois agora quem escreve o enredo e toca o samba na minha avenida, sou eu hanny! Cada um tem o carnaval que escolhe. Assim como a vida, os amigos, os namorados (as), os sonhos, o emprego... ESCOLHAS!!!

Devo postar aos poucos alguns textos nem tão recentes assim, mas preciso guardar em algum lugar esses momentos e sentimentos que vivo a cada dia, buscando sempre ser melhor, viver melhor... algo que traduza esse universo em mim!

quinta-feira, 14 de outubro de 2010

Mesmo assim


As pessoas são irracionais, ilógicas e egocêntricas.
Ame-as MESMO ASSIM.

Se você faz o bem, as pessoas lhe atribuem motivos egoístas ou calculistas.
Faça o bem MESMO ASSIM!

Se você tem sucesso em suas realizações,
ganhará falsos amigos e verdadeiros inimigos.
Tenha sucesso MESMO ASSIM.

O bem que você faz será esquecido amanhã.
Faça o bem MESMO ASSIM.

A honestidade e a franqueza o tornam vulnerável.
Seja honesto MESMO ASSIM.

Aquilo que você levou anos para construir,
pode ser destruído de um dia para o outro.
Construa MESMO ASSIM.

Os pobres de espírito também têm necessidade de ajuda,
mas alguns deles podem atacá-lo se você os ajudar.
Ajude-os MESMO ASSIM.

Se você der ao mundo e aos outros o melhor de si mesmo,
você corre o risco de se machucar.
Dê o que você tem de melhor MESMO ASSIM.

(Madre Teresa de Calcutá)

quarta-feira, 18 de agosto de 2010

Hora de esvaziar a mala


Alguns momentos em nossas vidas podem ser comparados com uma viagem.
Criamos muita expectativa quanto ao destino, ficamos ansiosos sobre o que poderá acontecer nesse local e esperamos o momento certo de embarcar.
Nesse início preparamos nossas malas. O que você separa para levar quando vai em busca do novo? E fazemos exatamente isso. Separamos com muito carinho nossas melhores peças e combinações, escolhemos os melhores cheiros - de cremes, de perfumes, de memórias - e, juntamos tudo o que julgamos necessário (ou não) para carregarmos conosco na aventura.
O que muitas vezes acontece é que a bagagem torna-se pequena para suportar tanta coisa. Quando não, levamos tudo o que é possível e, por deslize, deixamos para traz o essencial. É comum também em várias situações descobrirmos que metade do que carregamos por considerarmos ser essencial é, na verdade, inútil e só pesa.
Então, depois de nos prepararmos e sentirmo-nos prontos, EMBARCAMOS.
O destino é incerto, mas a viagem há de ser agradável. E na maioria das vezes é, na maioria...
Quando aterrissamos no “novo” deixamos de lado o medo de altura e muitos outros que assombravam o passado.
Mas agora, em terra firme, a travessia é diferente, ela segue outro traçado, repleto de lugares encantadores (principalmente dentro de nós) e surpresas agradáveis. Você mergulha “de cabeça” num oceano transparente e convidativo. Caminha por estradas rodeadas de belas paisagens ligadas por uma ponte que sustenta um sentido: a ponte do olhar. Você dança ao som de letras que se encaixam e até mesmo do silêncio que grita baixinho suspiros mágicos de promessas boas.
Mas isso é uma viagem e, em certa hora, você se dá conta de que não é um sonho onde todos vivem felizes para sempre. Pra tudo continuar sendo bom, tem que ser verdadeiro e forte o suficiente para agüentar os tropeços e se solidarizar com a fome alheia e as mãos estendidas que buscam um apoio... Você percebe que a vida segue com altos e baixos até “entre as coisas mais lindas que eu conheci”...
E como em quase todos os passeios é chegada a hora de retornar. A hora triste de se despedir, afinal foram tantos lugares lindos que certamente se eternizarão na memória; mas que bom poder ter de volta o aconchego do seu lar...do seu jeito...do seu eu.
Com um aperto no peito, no estômago e na garganta, você veste um sorriso nos lábios e deixa esse local com a sensação de que tudo passou rápido demais e se pergunta: Valeu a pena?
Tudo é muito recente e você está exausta demais pra fazer o balanço, aquele que sempre consciente ou inconscientemente fazemos - se foi bom, se voltaria lá outras vezes, e por aí vai...
Então você pega sua mala, que está um pouco mais pesada, e dirige-se pra casa. Ao entrar, nota que a paisagem está um pouco diferente. Ou será você que está enxergando o “normal” com outros olhos? É, talvez seja mesmo tudo tão comum, só isso!
Você caminha até seu quarto com algumas pontadas de dúvidas, sabe que agora é a parte chata da viagem, porém, importantíssima para as coisas voltarem nos eixos: desfazer as malas.
Ao abri-las é possível perceber que uma grande parte daquelas coisas boas que você fez questão de carregar, permaneceram intactas, uma pena ter faltado tempo para usá-las, outras, no entanto, curiosamente encontram-se desgastadas e desbotadas. Na parte de cima da bagagem estão os “mimos” adquiridos. Quanta coisa você trouxe e eu te pergunto: Pra quê?
Você respira fundo, sabe o que é necessário fazer e que essa tarefa não pode mais ser adiada. “Arregaça as mangas” e começa a esvaziar de uma vez por todas sua mala, cada compartimento, cada repartição. Está disposta a deixá-la limpa e pronta para receber seu novo destino, que ja-já estará pintando para trazer muitas outras emoções, cada vez maiores, melhores e verdadeiras!
É, mais uma viagem...

domingo, 15 de agosto de 2010

Prazo de validade

Tomei a liberdade, com a permissão da autora, claro, de postar esse texto no meu blog.
Quem o escreveu foi minha amiga Lilian Gracioli. Trabalhamos juntas por quase 4 anos e dividimos nesse tempo muitas histórias. Na nossa última conversa (que infelizmente não é mais tão rotineira assim) confidenciamos situações parecidas. Fazer o que se existem pessoas e pessoas né??...rs...Adorei o texto! Adoro você! E alegria pra gente!!!


Prazo de validade
Não adianta insistir, passou do prazo de validade, aquilo não te fará bem.Funciona assim com o alimento que você come, com o remédio que você espera te curar, (se não fizer mal, no mínimo não surtirá efeito nenhum). Então você acha que com aquele homem que você diz ser o amor da sua vida, será diferente? Não insista. Passou do prazo de validade, esse amor não lhe fará bem, ou no mínimo resultará em nada. Sim, nada de planos para o futuro, nada de romantismo que você tanto gosta, nada de cumplicidade e até que um dia... nada de fidelidade. Mas é claro! O que você espera de um relacionamento, onde já ficou claro o interesse só de uma parte, o amor louco só de uma parte, a preocupação só de uma parte, o desejo só de uma parte? Pode esperar infidelidade, pois esse será seu prêmio nessa maratona paranóica. Digo maratona, porque pelo esforço e teimosia na corrida rumo ao coração do tal homem, você merece pelo menos os parabéns! Aliás, na sua vida só existe esse homem, veja que você mesma já se perdeu no caminho. Desculpe as palavras duras, mas sabe o que é pior? Você saber que esse relacionamento é unilateral, você saber que ele está com você só por comodismo, dó ou algo do tipo. E quando chega ao ponto de perdoar as cachorradas dele, fingir que não vê o que ele faz por aí, só para não perdê-lo? (Fisicamente, pois o coração e os pensamentos dele você perdeu na primeira vez em que fechou os olhos). Aí minha amiga... o caso é sério, eu até diria, gravíssimo. Pense no quão desgastante isso está se tornando. Pense no seu papel dentro dessa história, você não cansa de ser a desequilibrada que faz cenas, ou a mãe que cuida sem ser retribuída? E realmente não adianta tentar virar a mulher mais linda, mais malhada e mais culta do mundo e região. Seus esforços passarão despercebidos aos olhos dele. Mas como toda incansável, vai você mergulhar nos ensinamentos da mãe e oráculo Martha Medeiros. Não estou dizendo aqui quem é o certo ou errado, você pode ser honesta, ter seus valores, mas você perde a razão quando humilha a si própria, fazendo cobranças a alguém que não tem mais condições de lhe oferecer nada. Mesmo que haja intenção, a falta de respeito lá de trás nunca ressuscitará o relacionamento sadio de outrora. Acabou. Passou do prazo de validade. Pegue então o mapa do seu caminho novamente e comece a se encontrar. Primeiro passo: Volte para o X que marca o início do trajeto. Mire seu foco lá na frente, que é a felicidade, e não desvie dele. Quando sentir-se completamente munida de auto-estima, maturidade e segurança, siga em frente. Siga sem olhar para trás. Passado é passado. E assim comece uma nova vida de amor. Um amor que vem sem rótulos, bula ou muito menos prazo de validade. O amor próprio. Só assim você deixará a busca pelo homem da sua vida, para tornar-se a mulher da vida de alguém.


terça-feira, 27 de julho de 2010

Quem sou eu?


(postei esse texto no blog porque não coube no perfil do orkut...são apenas vagos pensamentos que surgiram hoje...)

Você pode me ver de diferentes maneiras e ter as opiniões mais distintas.
E que bom poder ser assim! Deve ser muito chato ser rotulado de previsível e aceitar sempre a mesmice permeando a rotina.
Eu posso ser fria quando me sinto incomodada; posso ser quente quando estou envolvida, mas odeio quando sou morna, quando me recolho e coloco-me de mãos atadas. Esse meio termo nem sempre combina comigo.
Eu sou o vento, quando busco a liberdade, a terra quando é de segurança que preciso, a água quando sinto sede de justiça, ou fogo pra aquecer um coração e reacender um sentimento.
E posso ser facilmente todos esses elementos de uma só vez.
Gosto de ser o sol quando é pra iluminar e amo ser a lua se for para apaixonar.
Me perco nos sentidos que me fazem ir além. Gosto do cheiro da vontade, do sabor da saudade, do som do silêncio, dos mistérios do olhar e do abraço sincero.
A direção que sigo nem sempre é que se encontra na rota, tampouco a que seria correto trilhar. Posso errar muito nos caminhos, escolher atalhos inseguros, mas continuo seguindo com a certeza de que com o coração se vai além. E eu vou!
Não sou auto crítica demais pra acreditar que só tenho defeitos, mas também não sou exibida o suficiente para me convencer que só tenho qualidades.
Tenho uma porção dos dois, consigo ser insegura e acreditar muito nas pessoas; ser tranqüila o suficiente para explodir de raiva por causa de uma gota quando estou de TPM; ser forte o bastante e chorar ouvindo uma música e sensível a ponto de não transparecer um milímetro de sentimento quando o orgulho fala mais alto.
Sou muito fã do tempo. Acredito que ele molda as pessoas que estão dispostas a melhorar. E eu estou.
Faço promessas que não cumpro, compro por impulso, calo para evitar atrito, falo pra agradar superficialmente (ou também para desagradar superficialmente) e às vezes canso: das pessoas, das coisas, do trabalho, de mim mesma.
Mas é mágico o ciclo da vida.
Justo quando você não espera nada a natureza resolve te mostrar que seu pensamento te traiu, que sua certeza estava equivocada e que seu coração te pregou peças, mesmo sem a autorização da sua razão. E então você descobre que o frio na barriga existe e o sonhar acordada também.
Ah...sonhar!
Adoro pensar antes de dormir e ficar sonhando acordada, rolando na cama ao acordar. Adoro também quando alguns pensamentos bons me invadem e não me deixam concentrar durante o dia.
Variedade.
Já passei por vários momentos que pediam determinadas atitudes. Uma montanha russa repleta de sensações boas, ruins, desprezíveis, alegres, egoístas, engraçadas, intensas, carinhosas, inesquecíveis...
Hoje tenho a certeza que tudo isso me trouxe até aqui, formou quem eu sou, cultivou o meu caráter e me colocou no mundo para somar. Estou disposta a ser melhor e sei que tenho muito para aprender, conquistar e fazer. Quero algo maior, sem dúvidas traiçoeiras, mesquinharia de sentimentos, de solidariedade e de atitude. Quero atos concretos, ações solidárias ao próximo, pessoas dispostas ao meu lado, que tenham certezas sinceras sobre uma vida feliz, um sorriso no lábio e muito amor e paz no coração.

sexta-feira, 11 de junho de 2010

"N"

Como descrever tudo isso?
É como se fosse um tsunami, terremoto ou vendaval que geralmente chega sem muita explicação, sem avisar, e invadem nossas vidas, abalam as estruturas, destroem bases firmes e deixam suas marcas. É...toda essa situação vivenciada causou em mim um grande “temporal”.
Não sei ao certo onde começou e tampouco onde irá terminar, mas sei que seu olhar me fez querer enxergar além... além das diferenças (tão similares agora), além do “pré-conceito” (que tentaram me vender mas que não estava disposta a comprar), além da situação nada favorável para a sociedade que vivemos (principalmente aquela que criamos dentro de nós)...além, simples assim!
E por tudo isso eu te pergunto: quem é você? Que já enxergou meu avesso do avesso? Que já tomou conta da minha vida, do meu lado mais frágil e da ferida mais recente? Quem é você que me tira o sono, o fôlego, as palavras e o chão? Que em tão pouco tempo faz com que o admire absurdo?
Uma criança adulta. Um homem menino. Um anjo sem asa!
Quem quer que seja, preciso lhe dizer obrigada. Pelo ataque de emoções que me invadiram e me fizeram renascer para o mundo, olhar pra frente e ainda assim, caminhar nas nuvens. Obrigada por entender meu silêncio, traduzir meus desejos ocultos no olhar e ouvir a voz do meu coração. Preciso agradecer pelo seu sorriso sincero, maroto e graciosamente lindo, pelo afago gentil, o beijo sublime e o abraço insubstituível. Sou muito grata por entender meus medos, me ajudar a construir os seus e juntos imaginarmos a maneira de destruir ambos. São tantas coisas para agradecer...você me fez descobrir que a pessoa certa pode existir (mesmo errada), que o frio na barriga não é utopia, que os abobalhados são felizes e que é possível enxergar magia em lugares mais banais, como estacionamentos, rotatórias e praças.
Sempre tive medo de tudo que acontece de maneira intensa, tinha a impressão de que atitudes tomadas nesse impulso geralmente tornam-se passageiras e se perdem junto com as folhas de outono.
E mesmo sem saber como agir e o que pode acontecer, carrego no meu peito a necessidade momentânea de tentar fazê-lo voar, primeiramente rompendo o seu casulo e descobrindo o sabor de guiar sua vida para o horizonte, aquele que bem escolher e depois dessa viagem, gostaria que voasse para dentro de si mesmo e tentasse enxergar ali, em algum lugar, um porto seguro que o faça querer pousar, repousar e ficar.
Independente de qual seja o destino que nossos ventos nos guiarão, tenho certeza que não foi o acaso que nos aproximou. Tudo isso foi providencial e traz um sentido que ainda não cabe a nós decifrar, mas sabemos que existe. De tudo isso resta talvez duas certezas: a de que ainda podemos viver e criar muitas coisas boas e inexplicáveis e a de que mesmo tudo acabe, nada foi em vão, afinal em alguns dias já fizemos o bem abundante em nossas vidas, e acredito que isso também já muita coisa!
E como minha “pequenez” não permite transcorrer tudo o que lateja aqui dentro, fica ainda outra verdade, a do “nosso” poeta que está acima de nós e dos nossos anseios e com certeza, estará pra sempre entre a gente.

terça-feira, 6 de abril de 2010

OutAno novo

Aquele dia estava com cara de início de outono. Lindo e triste.

Tem hora que é preciso nos impor a nós mesmos, que não podemos mais ficar a mercê do destino, da sorte ou da vontade do próximo, geralmente alheia.

Meu calendário interno brindou um ano novo fora de época, em busca daquela esperança e brilho no olhar, próprios da época.

Mas como em toda passagem, sempre há dois lados, duas partes, duas escolhas. E já que isso não é conto de fadas, nem tudo poderia ser feliz para sempre.

De repente a história tomou outro percurso, se certo ou errado, ainda não sei, mas diferente. Simples assim.

De repente parei. Pensei. Lembrei.

É... tem hora que as diferenças fazem realmente diferença.

Como justificar o auto-consentimento de que uma pessoa boa, sincera, honesta e preocupada com você deixe de fazer parte da sua rotina?

Talvez para a razão, para a ciência ou para a astrologia não tenha sentido. Talvez pra mim também não.

Pode ser que a religião, ou a falta dela, tenha me questionado sobre a importância da fé na vida do homem, por menor e qualquer que seja, ou então o jeito dele fechado de ser tenha causado algum receio, ou até o gosto quase opostos pelas músicas e festas. Até quando conviveriam (se é que conviveriam) com tantas diferenças? Os opostos realmente são felizes?

São em momentos como esse que sinto que a menina teimosa vai se afastando cada vez mais, cedendo espaço à mulher, com pouca experiência e cheia de incertezas, porém cada vez mais madura.

Pior do que tomar uma decisão em relação à outra pessoa, é assumi-la para você mesmo. Detectar seus erros, seus medos, suas inseguranças e mais que isso, aprender com elas.

Em determinado momento pensei em deixar tudo “pra lá” e simplesmente acolher no meu colo aquele menino vestido de rocha, que esbanjava um cheiro bom de saudade.

Mas o elegante relógio prata no seu pulso esquerdo lembrava-me que agora não havia como voltar. Tic-tac. O tempo passou rápido não só naquela conversa decisiva, mas nos últimos meses que dividimos rotinas. Passou tão rápido a ponto de me sentir despercebida.

Quantas coisas poderiam ter sido ditas... e quantas outras caladas.

Quantas coisas poderiam ter sido feitas... e outras anuladas.

Quantas coisas poderiam ter sido vividas... ou não.

Houve muitos bons momentos, regados de carinho recíproco, olhares sinceros, e falas interrompidas por risos e beijos. Mas teve o oposto também, uma montanha russa que desgasta e causa enjôo. E não tem como ser diferente até que a casca quebre e se abra para o novo. Que será conduzido de outra maneira, com outros princípios e posturas. Absolutamente novo!

Pode ser que essas asas que buscam alçar vôos maiores simplesmente se cansem, se percam ou descubram que seu verdadeiro horizonte, cheio de cores, de sol e de vida é aqui.

Mas enquanto isso, os dias continuam com cara de outono.