terça-feira, 14 de junho de 2011

Parabéns Papito!!!

Dizem que menina é mais “rabixada” com o pai e o filho com a mãe. Será?

Quando criança, sempre achei a dona Sueli super puxa-saco dos meus irmãos, principalmente o do meio. Já eles apontavam que sempre era eu quem recebia todo o mimo do papai. Coisa de criança. Entre afirmações e suposições existem duas verdades: Fomos muito bem educados e extremamente amados por ambos e tenho mesmo uma paixão gigante pelo velho.

Uma mistura de admiração com pitadas de deslumbramento. Pra mim, ele sempre foi o melhor em tudo. E isso não quer dizer que tenha sido permissivo ou passivo demais não. Muito pelo contrário. Eu e meus irmãos conhecemos muitos castigos, levamos altas broncas e tivemos que aprender na marra a aceitar ou gostar de certas coisas. (ok, por ser caçula, talvez mais meus irmãos do que eu... rsrsrs).
E sabe o que ele conseguiu com tudo isso? Ganhar um amor infinito, inexplicável.

O Cidão, ou o Bobão, como hoje o chamo carinhosamente, é aquele pai que te mostra no olhar e no silêncio quando algo está errado. Que em seu tom de voz é possível perceber quando existe algum problema ou alguma situação o incomoda. Raras as vezes que ele recrimina ou chama a atenção de alguém e quando isso acontece, o que te resta é abaixar a cabeça, porque certamente ele está repleto de razão.

Recentemente me senti desanimada por algumas situações no trabalho e na vida pessoal e adivinha quem foi o primeiro a me dar a mão, o braço, o ombro e o pezinho pra me jogar pra cima? O próprio. Ele me colocou pilha, me mostrou os caminhos que ainda há para percorrer e que não tenho porque desistir, pois a qualquer momento tenho a quem me escorar. E foi sempre assim. Nesses vinte e tantos anos não consigo me lembrar duma única vez que vi meu pai, por exemplo, tirando férias ou planejando algo para si próprio. Sempre trabalhou incansavelmente para garantir uma vida mais confortável a mim, aos meus irmãos e à minha mãe. Ele é aquele paizão que gosta de ter os filhos perto, a família unida nos almoços de domingo e principalmente em datas comemorativas.

E falando em momentos especiais, hoje é aniversário dessa figura, voltarei correndo pra casa pra enchê-lo de beijo e agradecê-lo mais uma vez por ser tão presente e meu presente todos os dias!

Te amo muito pai!

terça-feira, 24 de maio de 2011

É aniversário dela, a mais linda das lindas: minha mãe!

Dia desses, refletindo sobre a preciosidade e magia que envolve as mães, me perguntei: porque ela decidiu se tornar minha mãe?

E a resposta é clara e óbvia. Simplesmente por que teve CORAGEM pra isso!

Pra mim, nenhuma palavra resume mais a trajetória de vida de uma mãe do que CORAGEM.

Com pouco mais de um ano de casada, dona Sueli, a personagem principal desse texto, engravidou do meu irmão mais velho e com toda CORAGEM de uma mulher forte, deu à luz ao Heverton, abriu mão da “curtição” do famoso aconchego de “casadinho de novo” e começou a criar o que seria o futuro da sua nova família que já se formava. Com o Ton ainda bebê, ela demonstrou mais uma vez bravura e pouco tempo depois nasceu o Gustavo.
E mesmo sofrendo depressão pós-parto após as duas gestações, em momento algum ela apresentou fraqueza e já no ano seguinte, eu nasci. Com um parto cheio de complicações e risco de vida para a mamãe e o bebê, ela foi valente e provou para todos o que na verdade ela sempre soube, o resultado dessa batalha só poderia ser positivo. E assim foi. Me recuperei rapidinho e em poucos dias já estava no colo daquela enviada por Deus para me proteger, me amar e cuidar de mim. Esse “anjo” sem asas, que o Criador nominou de “Minha mãe”.

Hoje, alguns tantos anos se passaram e em alguns momentos, quando olho pra ela, me sinto aquele mesmo bebezinho. E não falo pela incansável preocupação que parece fazer parte do manual das jogadoras do seu time, falo também do cuidado que tem quando estamos doentes; do mimo na cozinha quando desejamos algo e do amor incondicional que demonstra diariamente nos pequenos atos.

E nesse dia 24 de maio, data em que minha super mãe comemora mais um ano de vida, de experiência e de aprendizados, não posso perder a oportunidade de celebrar o privilégio de tê-la ao meu lado, nos meus dias comuns, dividindo minhas conquistas, compartilhando minhas decepções e acima de tudo me ensinando a ser uma pessoa melhor.

Mãe, obrigada pela CORAGEM de toda uma vida, pelo amor que ultrapassará gerações, pelo presente diário que é ter sua presença comigo, pelas orações incansáveis, pela fé inabalável, pelo carinho que tem com toda nossa família...Obrigada por existir!

Te amo muito!



segunda-feira, 23 de maio de 2011

O que eu gosto!


"Quando a gente fica em frente ao mar,
a gente se sente melhor" ...



Gosto de gente que soma,

Gente que sente,

Que se preocupa,

Gente da gente.



Gosto de gente que abraça,

Que presente se mostra,

Mesmo quando a distância domina

Ou o mundo lhe dá as costas.



Gosto de gente que olha,

Que transmite emoção

E mesmo no silêncio do olhar,

Consegue cantar uma linda canção.



Gosto de beijo no olho,

De carinho no beijo,

De beijo na boca

E de todos aqueles que despertam desejos.



Gosto de mãos dadas,

De força, garra e determinação.

De gente que gosta da vida,

Que veio ao mundo pra ser campeão.



Gosto de gente que ri,

Principalmente de si mesmo.

Porque sei que muitas vezes sorrir

Ainda é o melhor remédio.



Gosto de surpreender

Amo ser surpreendida.

Gosto do quente, às vezes do frio,

Odeio o morno e a rotina.


Acho lindo o nascer e ainda mais o pôr do sol,

Fascino-me com o brilho das estrelas na madrugada afora,

Gosto da liberdade que sinto defronte ao mar

Ali me encontro e recebo uma energia que me revigora.



Gosto do gosto da paixão,

Da palavra doce e do bom sentimento escondidos no olhar,

E do cheiro da saudade,

Dizendo pra onde nossa alma quer voltar.



(Fazia muito tempo que não escrevia um poema. Esse surgiu após uma boa conversa com a queridíssima Kelly Gimenes, onde discursávamos sobre a nossa necessidade de pessoas que "somam", que cuidam, que fazem a diferença. Valeu lindona! Amodoro!).

quinta-feira, 3 de março de 2011

Já posso voltar? Pronto, voltei!

No mundo sempre existirão pessoas que vão te amar pelo que você é, e outras, que vão te odiar pelo mesmo motivo”.

(Ediane Wunderlich)




Passei um período afastada do blog. Isso me faz falta!

Os resultados são alguns rascunhos de pensamentos e projetos de textos guardados em cadernos e desktops por aí.

Às vezes é preciso dar um tempo para deixar morrer de fome aquelas pessoas que apenas desejam se alimentar de intrigas, inveja e ausência de amor, principalmente o próprio.

E não é que depois de algumas verdades escancaradas eu parei de receber insultos?! Coincidência baby? Ou será que o autor (ou autora) ficou com medo do resultado que poderia sofrer com as suas próprias afirmações ou sugestões? Balela querido! Cão que muito late não morde! Por isso alguns vira-latas apanham tanto! Especialmente da vida! (E têm outros ainda que vão levar uma surra quando forem pegos pela carrocinha!)

Mas muitas coisas boas aconteceram nesse período de “afastamento virtual” (nem tanto assim, continuo firme e forte nas redes sociais).

Então hoje, que marca uma nova etapa muito especial em minha vida profissional e quase véspera de uma das festas que mais gosto no Brasil, resolvi voltar! Não há anônimo que me segure, pois agora quem escreve o enredo e toca o samba na minha avenida, sou eu hanny! Cada um tem o carnaval que escolhe. Assim como a vida, os amigos, os namorados (as), os sonhos, o emprego... ESCOLHAS!!!

Devo postar aos poucos alguns textos nem tão recentes assim, mas preciso guardar em algum lugar esses momentos e sentimentos que vivo a cada dia, buscando sempre ser melhor, viver melhor... algo que traduza esse universo em mim!

quinta-feira, 14 de outubro de 2010

Mesmo assim


As pessoas são irracionais, ilógicas e egocêntricas.
Ame-as MESMO ASSIM.

Se você faz o bem, as pessoas lhe atribuem motivos egoístas ou calculistas.
Faça o bem MESMO ASSIM!

Se você tem sucesso em suas realizações,
ganhará falsos amigos e verdadeiros inimigos.
Tenha sucesso MESMO ASSIM.

O bem que você faz será esquecido amanhã.
Faça o bem MESMO ASSIM.

A honestidade e a franqueza o tornam vulnerável.
Seja honesto MESMO ASSIM.

Aquilo que você levou anos para construir,
pode ser destruído de um dia para o outro.
Construa MESMO ASSIM.

Os pobres de espírito também têm necessidade de ajuda,
mas alguns deles podem atacá-lo se você os ajudar.
Ajude-os MESMO ASSIM.

Se você der ao mundo e aos outros o melhor de si mesmo,
você corre o risco de se machucar.
Dê o que você tem de melhor MESMO ASSIM.

(Madre Teresa de Calcutá)

quarta-feira, 18 de agosto de 2010

Hora de esvaziar a mala


Alguns momentos em nossas vidas podem ser comparados com uma viagem.
Criamos muita expectativa quanto ao destino, ficamos ansiosos sobre o que poderá acontecer nesse local e esperamos o momento certo de embarcar.
Nesse início preparamos nossas malas. O que você separa para levar quando vai em busca do novo? E fazemos exatamente isso. Separamos com muito carinho nossas melhores peças e combinações, escolhemos os melhores cheiros - de cremes, de perfumes, de memórias - e, juntamos tudo o que julgamos necessário (ou não) para carregarmos conosco na aventura.
O que muitas vezes acontece é que a bagagem torna-se pequena para suportar tanta coisa. Quando não, levamos tudo o que é possível e, por deslize, deixamos para traz o essencial. É comum também em várias situações descobrirmos que metade do que carregamos por considerarmos ser essencial é, na verdade, inútil e só pesa.
Então, depois de nos prepararmos e sentirmo-nos prontos, EMBARCAMOS.
O destino é incerto, mas a viagem há de ser agradável. E na maioria das vezes é, na maioria...
Quando aterrissamos no “novo” deixamos de lado o medo de altura e muitos outros que assombravam o passado.
Mas agora, em terra firme, a travessia é diferente, ela segue outro traçado, repleto de lugares encantadores (principalmente dentro de nós) e surpresas agradáveis. Você mergulha “de cabeça” num oceano transparente e convidativo. Caminha por estradas rodeadas de belas paisagens ligadas por uma ponte que sustenta um sentido: a ponte do olhar. Você dança ao som de letras que se encaixam e até mesmo do silêncio que grita baixinho suspiros mágicos de promessas boas.
Mas isso é uma viagem e, em certa hora, você se dá conta de que não é um sonho onde todos vivem felizes para sempre. Pra tudo continuar sendo bom, tem que ser verdadeiro e forte o suficiente para agüentar os tropeços e se solidarizar com a fome alheia e as mãos estendidas que buscam um apoio... Você percebe que a vida segue com altos e baixos até “entre as coisas mais lindas que eu conheci”...
E como em quase todos os passeios é chegada a hora de retornar. A hora triste de se despedir, afinal foram tantos lugares lindos que certamente se eternizarão na memória; mas que bom poder ter de volta o aconchego do seu lar...do seu jeito...do seu eu.
Com um aperto no peito, no estômago e na garganta, você veste um sorriso nos lábios e deixa esse local com a sensação de que tudo passou rápido demais e se pergunta: Valeu a pena?
Tudo é muito recente e você está exausta demais pra fazer o balanço, aquele que sempre consciente ou inconscientemente fazemos - se foi bom, se voltaria lá outras vezes, e por aí vai...
Então você pega sua mala, que está um pouco mais pesada, e dirige-se pra casa. Ao entrar, nota que a paisagem está um pouco diferente. Ou será você que está enxergando o “normal” com outros olhos? É, talvez seja mesmo tudo tão comum, só isso!
Você caminha até seu quarto com algumas pontadas de dúvidas, sabe que agora é a parte chata da viagem, porém, importantíssima para as coisas voltarem nos eixos: desfazer as malas.
Ao abri-las é possível perceber que uma grande parte daquelas coisas boas que você fez questão de carregar, permaneceram intactas, uma pena ter faltado tempo para usá-las, outras, no entanto, curiosamente encontram-se desgastadas e desbotadas. Na parte de cima da bagagem estão os “mimos” adquiridos. Quanta coisa você trouxe e eu te pergunto: Pra quê?
Você respira fundo, sabe o que é necessário fazer e que essa tarefa não pode mais ser adiada. “Arregaça as mangas” e começa a esvaziar de uma vez por todas sua mala, cada compartimento, cada repartição. Está disposta a deixá-la limpa e pronta para receber seu novo destino, que ja-já estará pintando para trazer muitas outras emoções, cada vez maiores, melhores e verdadeiras!
É, mais uma viagem...

domingo, 15 de agosto de 2010

Prazo de validade

Tomei a liberdade, com a permissão da autora, claro, de postar esse texto no meu blog.
Quem o escreveu foi minha amiga Lilian Gracioli. Trabalhamos juntas por quase 4 anos e dividimos nesse tempo muitas histórias. Na nossa última conversa (que infelizmente não é mais tão rotineira assim) confidenciamos situações parecidas. Fazer o que se existem pessoas e pessoas né??...rs...Adorei o texto! Adoro você! E alegria pra gente!!!


Prazo de validade
Não adianta insistir, passou do prazo de validade, aquilo não te fará bem.Funciona assim com o alimento que você come, com o remédio que você espera te curar, (se não fizer mal, no mínimo não surtirá efeito nenhum). Então você acha que com aquele homem que você diz ser o amor da sua vida, será diferente? Não insista. Passou do prazo de validade, esse amor não lhe fará bem, ou no mínimo resultará em nada. Sim, nada de planos para o futuro, nada de romantismo que você tanto gosta, nada de cumplicidade e até que um dia... nada de fidelidade. Mas é claro! O que você espera de um relacionamento, onde já ficou claro o interesse só de uma parte, o amor louco só de uma parte, a preocupação só de uma parte, o desejo só de uma parte? Pode esperar infidelidade, pois esse será seu prêmio nessa maratona paranóica. Digo maratona, porque pelo esforço e teimosia na corrida rumo ao coração do tal homem, você merece pelo menos os parabéns! Aliás, na sua vida só existe esse homem, veja que você mesma já se perdeu no caminho. Desculpe as palavras duras, mas sabe o que é pior? Você saber que esse relacionamento é unilateral, você saber que ele está com você só por comodismo, dó ou algo do tipo. E quando chega ao ponto de perdoar as cachorradas dele, fingir que não vê o que ele faz por aí, só para não perdê-lo? (Fisicamente, pois o coração e os pensamentos dele você perdeu na primeira vez em que fechou os olhos). Aí minha amiga... o caso é sério, eu até diria, gravíssimo. Pense no quão desgastante isso está se tornando. Pense no seu papel dentro dessa história, você não cansa de ser a desequilibrada que faz cenas, ou a mãe que cuida sem ser retribuída? E realmente não adianta tentar virar a mulher mais linda, mais malhada e mais culta do mundo e região. Seus esforços passarão despercebidos aos olhos dele. Mas como toda incansável, vai você mergulhar nos ensinamentos da mãe e oráculo Martha Medeiros. Não estou dizendo aqui quem é o certo ou errado, você pode ser honesta, ter seus valores, mas você perde a razão quando humilha a si própria, fazendo cobranças a alguém que não tem mais condições de lhe oferecer nada. Mesmo que haja intenção, a falta de respeito lá de trás nunca ressuscitará o relacionamento sadio de outrora. Acabou. Passou do prazo de validade. Pegue então o mapa do seu caminho novamente e comece a se encontrar. Primeiro passo: Volte para o X que marca o início do trajeto. Mire seu foco lá na frente, que é a felicidade, e não desvie dele. Quando sentir-se completamente munida de auto-estima, maturidade e segurança, siga em frente. Siga sem olhar para trás. Passado é passado. E assim comece uma nova vida de amor. Um amor que vem sem rótulos, bula ou muito menos prazo de validade. O amor próprio. Só assim você deixará a busca pelo homem da sua vida, para tornar-se a mulher da vida de alguém.